terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Pesca predatória mata tartarugas na APA de Piaçabuçu

Por: Plínio Lins

Tartarugas marinhas, uma espécie constantemente em risco de extinção, estão aparecendo mortas, às dezenas, em uma Área de Proteção Ambiental (APA) no litoral de Alagoas. A constatação foi feita e registrada em imagens por uma professora universitária de Maceió, que foi visitar o local no último fim de semana.

As imagens foram feitas na manhã desta segunda-feira (23), na APA de Piaçabuçu, no extremo litoral sul de Alagoas. A professora Alessandra Marques Luz, que viositava a região com o marido, relatou que no domingo, em passeio do Pontal do Peba (em Feliz Deserto) até a foz do rio São francisco, em Piaçabuçu, viu duas tartarugas marinhas sangrando e já mortas.

“Ao cruzarmos com um monitor uniformizado do projeto Tamar, que tirava fotos dessas duas tartarugas, perguntamos o que houve, e sua resposta foi que as tartarugas morreram de velhice”, conta Alessandra. “Achamos estranho e hoje [segunda-feira] decidimos voltar lá”.

A professora relata que, antes de voltarem ao local em que havia duas tartarugas mortas, ela e o marido peguntaram o que estava havendo a um morador ligado ao turismo na região.

“Ele disse que há dias em que chegam a aparecer dezoito tartarugas marinhas mortas”, conta Alessandra. “Disse também que o Ibama, o ICMbio [Instituto Chico Mendes] e o Tamar [projeto federal de preservação de tartarugas marinhas] sabem disso há anos”.

A conclusão da professora é em tom de protesto: “Mesmo sendo Piaçabuçu uma área de preservação federal, como indica a placa na entrada da região, essas mortes são situação corriqueira”. Segundo ela, o morador que deu essa informação preferiu não se identificar.

Na volta, um cemitério de tartarugas

No retorno ao local, nesta segunda-feira de manhã, Alessandra conta que se assustou.

“Ao voltarmos lá, nos deparamos com a situação que as fotos comprovam: mais de uma dúzia de tartarugas mortas. Ao longo de mais ou menos 10 km de praia, um cemitério de criaturas em extinção se descortina. Um lugar que deveria ser uma explosão de vida, pois elas desovam e se alimentam por lá, é um cemitério”.

“Na volta, filmei uma conversa com um pescador que informou a medida da rede de pesca: 25mm, razão do encalhe e morte das tartarugas marinhas, segundo o Tamar em conversa comigo pelo Twitter, e também uma conversa com esse mesmo monitor do Tamar que no domingo havia dito que os animais morreram de causa natural. Nesse vídeo, o monitor do Tamar diz: “é comum” e “não posso revelar o número”.

Alessandra lembra uma informação adicional. “Na página do Tamar, na internet, eles dizem que das cinco espécies de tartarugas marinhas existentes no Brasil, três delas frequentam a APA de Piaçabuçu para se alimentar. Eles também dizem que a pesca com rede é a ppossível causa dessas mortes”.

E Alessandra conclui com uma pergunta: “Sendo assim, o que faz a pesca predatória (de arrasto) ser permitida em uma APA?”.

Disponível em: http://tudonahora.uol.com.br/noticia/interior/2012/01/24/171043/pesca-predatoria-mata-tartarugas-na-apa-de-piacabucu

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Uso de borracha reciclada no asfalto agora é lei em São Paulo

O Governador Geraldo Alckmin sancionou, no último dia 6, projeto de autoria do Deputado Estadual Reinaldo Alguz (PV), que prevê o uso de borracha pulverizada na composição do asfalto destinado à conservação das rodovias estaduais. A nova lei determina que o pó de borracha seja resultante da reciclagem de pneus inservíveis.

Segundo o autor do projeto, a Lei nº 14.691 é de grande importância econômica e ambiental. "As estradas precisam de manutenção constante e o material proposto retarda o aparecimento de trincas, dando maior durabilidade ao asfalto. Com isso, os custos operacionais serão diluídos, justamente pela vida útil mais longa do pavimento", afirma o deputado Reinaldo Alguz, que também ressalta, como benefício ambiental, a destinação útil de pneus usados que, de outra forma, seriam descartados na natureza.

BH terá Fórum Internacional de Sustentabilidade em janeiro

Nos dias 27 e 28 de janeiro, Belo Horizonte recebe o 5° Fórum Internacional pelo Desenvolvimento Sustentável, o Sustentar. O evento será realizado na Associação Comercial e Empresarial de Minas Gerais (ACMinas) e no Parque das Mangabeiras, e irá promover encontros e debates sobre estratégias e soluções sustentáveis. Além disso, o principal objetivo do Sustentar será a elaboração de pautas para a Conferência das Nações Unidas em Desenvolvimento Sustentável, apelidada de Rio + 20, e que acontecerá em junho de 2012, na Cidade Maravilhosa.

O Instituto Sustentar de Responsabilidade Socioambiental, responsável pelo evento Sustentar, não escolheu a capital mineira à toa. Pesquisas indicam que Minas Gerais é o estado mais desinformado sobre o Rio + 20. A vinda de conferencistas nacionais e internacionais para o fórum pretende chamar atenção dos mineiros para a Conferência da ONU e a importância do debate sobre a sustentabilidade. Atrações mais populares também estão no cardápio do evento, que conta com um show, além de encontros ecológicos e práticas de yoga abertos ao público. O Espaço Eco Infanto-Juvenil se encarrega de trazer a temática da sustentabilidade no cotidiano para a vida dos nossos futuros adultos.

A entrada é gratuita. Inscrições e mais informações no site www.sustentar.net ou pelo telefone 2515-3382.

Disponível em: http://www.oeco.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=25613:bh-tera-forum-internacional-de-sustentabilidade-em-janeiro&catid=110:curtas&Itemid=163

Sessenta golfinhos encalham na costa dos EUA

Ativistas do bem-estar animal se disseram perplexos com dezenas de golfinhos que estão nadando em direção à terra, ao longo da costa de Cape Cod, sul de Boston, nos Estados Unidos, desde o fim da semana passada. É um dos maiores casos de golfinhos atolados em anos.

Cerca de 60 animais ficaram encalhados ao longo de 40 km de costa de Cape Cod desde quinta-feira (12), de acordo com o Fundo Internacional para o Bem-Estar Animal (IFAW).

Até agora, 19 golfinhos foram resgatados e liberados. Alguns dos 27 golfinhos que encalharam vivos não sobreviveram, disse Karie Moore, gerente do IFAW para a busca e resgate de mamíferos marinhos. Ela estima que outros 32 já estavam mortos quando atingiram a costa.

Moore também disse que o padrão de encalhe verificado em 2012 é diferente dos anos anteriores, quando apenas um golfinho ou um grupo seriam achados em uma única praia.

“Parece que há um encalhe após o outro”, disse ela. “É definitivamente algo fora do normal”.

Os golfinhos começaram a encalhar na quinta-feira, quando um único golfinho ficou preso perto da cidade de Wellfleet, Massachusetts, disse Kerry Branon, porta-voz da IFAW.

No sábado, o dia mais corrido para os profissionais que fazem o resgate, pelo menos 37 golfinhos foram encontrados em cinco cidades ao longo de Cape Cod, disse Branon.

A temporada de janeiro a abril é a mais comum para encalhes de golfinhos.

Segundo ela, Cape Cod está entre os lugares do mundo onde o fenômeno mais aparece. Ele tem ocorrido há séculos, mas pesquisadores ainda estão tentando determinar o que leva os golfinhos para a baía de Cape Cod nesta época do ano.

As ações em grupo tendem a ocorrer, em parte, porque os golfinhos agem de acordo com uma mentalidade coletiva. Muitos animais podem seguir um único espécime até águas rasas.

Os animais, que tendem a ficar presos em uma área com forma de gancho na baía de Cape Cod, são analisados na área por profissionais que fazem o salvamento e, em seguida, são transportados e liberados em águas profundas da área oceânica.

Biológos marinhos procuram por sinais de estresse e condições físicas, entre outros, e colocam identificadores nos golfinhos antes de liberá-los.

Alguns animais também recebem identificadores que captam movimento e transmitem os dados para os pesquisadores, disse Branon.

Moore disse que o episódio de golfinhos encalhados nas praias lembra o inverno de 2005-2006, quando golfinhos se atolaram por um período de mais de 40 dias.

A equipe de seis profissionais do IFAW que responde por mamíferos marinhos, além de mais de 300 voluntários, vão continuar a monitorar a área em busca de novos golfinhos encalhados. (Fonte: G1)



segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

FELIZ ANO NOVO

OLÁ PESSOAL,

Peço desculpas por não ter postado nada no final de 2011. Mesmo assim quero desejar a todos um feliz ano novo a todos, repleto de muita paz e muita felicidade.


FELIZ 2012!!

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Você sabe como funciona o mercado de créditos de carbono?

O mercado de créditos de carbono foi criado em dezembro de 1997 pelos 184 países membros da Organização das Nações Unidas (ONU). O projeto faz parte do Protocolo de Quioto, acordo que entrou em vigor em 2005 e obriga os países signatários a reduzirem em 5,2%, entre 2008 e 2012, as emissões de gases causadores do efeito estufa.

As nações que não integram o grupo da ONU podem contribuir com a venda de créditos de carbono aos países que não conseguirem atingir a meta estipulada pela entidade. Para isso, foi criado o projeto Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), instrumento que permite a participação dos países em desenvolvimento na elaboração de iniciativas que reduzam as emissões dos gases causadores do efeito estufa (GEE). Nesse caso, essas nações ficam com créditos, que podem ser vendidos aos países que não atingiram a meta.

Apenas os países signatários do Protocolo de Quioto que não atingirem a meta estabelecida podem comprar os créditos (commodities), negociados nos mercados financeiros nacionais e internacionais. Os valores dos créditos podem ser vendidos por um país ou até mesmo por uma empresa que conseguiu reduzir a emissão de gases na atmosfera em até uma tonelada de CO2.

Além de evitar que toneladas de gás carbônico sejam soltos na atmosfera e gerar renda para países e empresas, o MDL incentiva o desenvolvimento de novos projetos ambientais nos países emissores de CO2. No Brasil, as empresas que lucraram com a venda desses créditos pertencem às áreas de papel e celulose, além de usinas de cana-de-açúcar e madeireiras.

O que é?

Sistema de compra e venda de projetos que reduziram a emissão de gases poluentes.

Como funciona?

Os créditos excedentes – gerados por países (ou pela iniciativa privada) que conseguirem reduzir as emissões – são vendidos para os países poluentes que não atingiram suas metas.

Como obter?

Os créditos podem ser obtidos diretamente nas empresas ou negociados na Bolsa de Valores.

Qual o valor desses créditos?

Cada tonelada de CO2 que a empresa ou país deixa de emitir equivale a um crédito de carbono, que pode ser negociado nos mercados financeiros nacionais e internacionais.

O mercado de crédito de carbono no Brasil

O grupo Plantar, em Minas Gerais, em parceria com o Fundo Protótipo de Carbono criou o Projeto Plantar. A iniciativa tem como objetivo incentivar o uso de carvão vegetal na produção de ferro primário, redução da emissão do gás metano e a plantação de eucalipto em áreas de reflorestamento.

No Rio Grande do Sul, as empresas Josapar e Cooperativa Agroindustrial desenvolveram um projeto de energia gerada com a casca de arroz. Os créditos foram negociados pelas duas companhias com a holandesa Bioheat Internacional por cinco dólares cada tonelada de carbono.

Desde 1992, quando sediou a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente, o Brasil tem ficado cada vez mais atuante no mercado de carbono global, mas ainda mostra muitas possibilidades para potencializar essa iniciativa.

Hoje, a BM&FBovespa é um dos principais responsáveis pela negociação de créditos de carbono no país.Para isso, ela possui um ambiente eletrônico desenvolvido para viabilizar negócios com créditos gerados por projetos de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL)

As regras de negociação e credenciamento dos participantes de cada leilão são divulgadas pela Bolsa por meio de editais a serem publicados no site da BM&FBovespa antes da data de realização de cada leilão.

FONTE DE NOTÍCIAS: http://geecomagination.br.msn.com/articles/pt-br/detail/all/article

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Maceió precisa de ajuda da sua população

Olá pessoal,

com os ultimos acontecimentos de violência em Maceió, é indispensável a colaboração da comunidade para que a polícia venha capturar esses marginais que andam espalhando terror na capital alagoana. A população pode denunciar através do disk denuncia da polícia militar 181, e também virtualmente pelo site http://www.pm.al.gov.br/. Além desses, também existe o tradicional 190.

sua colaboração é fundamental para reduzir o índice de criminalidade do estado